O FESTIVAL

 

Fronteira oeste, Pantanal, Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil, América do Sul.

 

Território outrora selvagem, entre o planalto central brasileiro e a maior planície alagável do planeta, santuário natural entrecortado pela diversidade fronteiriça, terra vasta da resistência e da oportunidade.

 

É aqui, no coração da América do Sul, em Corumbá, no Pantanal, que se espraia além do parapeito da praça Generoso Ponce, fluindo pelo rio Paraguai, de muitas histórias e mistérios, que mais uma vez arte e cultura aportam no Festival América do Sul Pantanal, para expandir a imaginação, enriquecer e oportunizar, unindo povos, celebrando culturas.                             

 

Bem-vindos!

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HOMENAGEM A ALINE FIGUEIREDO

Nascida em Corumbá, em 1946, a crítica e historiadora de arte Aline Figueiredo já aos 20 anos se empenhou em buscar, nos municípios do Sul do Mato Grosso Uno, artistas plásticos potenciais e os reuniu na 1ª Exposição de Pintura dos Artistas Mato-grossenses, no Rádio Clube de Campo Grande, em 1966.

 

No ano seguinte organizou, com os artistas que surgiam, a Associação Mato-grossense de Artes, que teve papel fundamental na divulgação da produção regional. Como resultado, projetou nacionalmente diversos nomes, como Jorapimo, Humberto Espíndola, João Sebastião Costa, Clóvis Irigaray, Ilton Silva e Conceição dos Bugres.

 

Entre os cinco livros de sua autoria, destacam-se Artes plásticas no centro-oeste, contemplado com o Prêmio Gonzaga Duque de melhor livro de arte de 1980; A propósito do boi, agraciado com Prêmio Alejandro José Cabaça, em 1996; e Dalva Maria de Barros – garimpos da memória, que recebeu o Prêmio Sérgio Milliet, em 2002.

 

Aline criou espaços destinados à arte e à cultura, formou pesquisadores e artistas, estimulou pesquisas e reflexões sobre o tema. Rompeu o isolamento que o centro-oeste brasileiro vivia no cenário cultural, sendo, por consequência, reverenciada nacionalmente por seu louvável trabalho ao longo dos anos. Aline é corumbaense, brasileira, sul-americana.

 

Por tudo isso, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Festival América do Sul Pantanal prestam homenagem a Aline Figueiredo.

PROGRAMAÇÃO

Com seu rico patrimônio histórico, sua gente festeira e os encantos do Pantanal enchendo os olhos de seus visitantes, a secular Corumbá será, ao longo de 4 dias, palco de mais de 15 horas diárias das mais diversas atrações culturais.

Envolvendo aproximadamente 500 pessoas entre artistas, artesãos, produtores, agentes e técnicos culturais de diversos estados do Brasil e de mais 6 países – Paraguai, Bolívia, Uruguai, Chile, Peru e Argentina –, o FASP contabiliza mais de 60 atrações entre shows musicais, espetáculos de dança, teatro, circo, mostras de artesanato, audiovisual, saberes indígenas, palestras, mesas-redondas, artes visuais, patrimônio cultural, ciência & tecnologia, lançamentos de livros, oficinas, fomento à economia criativa, formação e capacitação cultural, arte educação, turismo, gastronomia, esportes e muito mais.

Com atrações inéditas no Mato Grosso do Sul, que revelam a expressão da arte contemporânea sul-americana, uma programação rica e variada para todas as idades e oportunizando o acesso democrático à cultura, o FASP estará em praças das cidades brasileiras de Corumbá e Ladário e das bolivianas Puerto Quijarro e Puerto Suárez, rompendo fronteiras, promovendo o intercâmbio cultural e proporcionando cultura a todas as classes sociais. Confira a programação diária:

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SOBRE CORUMBÁ
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Carinhosamente chamada Cidade Branca, devido à abundância do calcário em seu solo, a bicentenária Corumbá, localizada estrategicamente à margem direita do rio Paraguai, está situada na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, no coração da maior planície alagável do mundo: o Pantanal.

 

Com sua rica biodiversidade e belíssimas paisagens naturais que encantam turistas do mundo todo, Corumbá é um porto multicultural que ao longo dos séculos recebeu influências europeias, platinas e árabes, entre outras, que se fundiram com a cultura nativa e a luso-brasileira, resultando em um povo íntegro, festeiro e brincalhão, que recebe com alegria seus visitantes.

 

Por muitos anos a cidade foi o principal entreposto comercial do sul do Mato Grosso uno e um dos mais importantes portos fluviais da América do Sul, em uma época em que as águas do rio Paraguai eram as principais vias de acesso da região ao mundo.

 

Hoje Corumbá preserva seu casario arquitetônico tombado como patrimônio histórico, sua culinária com elementos variados trazidos pelos povos fronteiriços, a música pantaneira tocada na viola de cocho, instrumento rudimentar que em outras épocas contrastava com os sons da natureza, alegrando a vida de seus habitantes.

 

Em suas ladeiras e ruas de paralelepípedo vemos os vizinhos-irmãos bolivianos transitando com sua indumentária andina típica, o turista estrangeiro com sua câmera fotográfica, entusiasmado com tanta beleza, o peixe fresco sendo levado do rio para as panelas de cobre, ouvimos conversas em espanhol, guarani, português e inglês... enfim, vemos o passado e vislumbramos o futuro.

 

Saiba mais em http://corumba.travel